Atitude Cidadã em Campo Grande: Comerciante Usa Motosserra para Desobstruir Via Após Tempestade

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Em um cenário de caos e lentidão após uma forte tempestade que atingiu Campo Grande na noite de ontem (10), com ventos que superaram os 80 km/h, a iniciativa de um comerciante e seu funcionário trouxe alívio e segurança para motoristas na Avenida Alberto de Araújo Arruda. Horas após a queda de uma árvore de grande porte bloquear completamente a via, entre as ruas Olímpio Klafke e Hugo Pereira do Vale, no Bairro Mata do Jacinto, Thiago Leite, proprietário da GP Pizzaria, e Rafael Cosmo decidiram agir por conta própria para restaurar o fluxo de tráfego.

A Ação Noturna para Desobstruir a Avenida

Munido de uma motosserra, Thiago Leite, acompanhado de seu funcionário Rafael Cosmo, iniciou o trabalho de corte dos galhos da árvore caída. A cena, que se desenrolou na madrugada, foi acompanhada pela esposa de Thiago, Claudia Berti, e sua filha. A decisão de intervir, embora arriscada, foi motivada pela urgência da situação e pela percepção de que a ajuda oficial poderia demorar a chegar, dada a extensão dos estragos causados pela tempestade em diversas partes da capital sul-mato-grossense.

Claudia Berti descreveu a situação: “Quando a árvore caiu, meu marido ficou no local avisando e ajudando os motoristas a desviarem. Depois que fechamos a pizzaria, decidimos ir cortar os galhos para liberar a via, pois carros e motos estavam entrando na contramão e o risco de acidentes era grande. Como a tempestade causou estragos por toda a cidade, imaginamos que o socorro ia demorar para chegar e resolvemos ajudar por conta própria.” O trabalho árduo começou por volta da meia-noite e se estendeu por mais de duas horas, resultando na liberação de pelo menos uma das pistas da avenida.

Impacto Imediato e o Cenário Pós-Tempestade

A ação do comerciante e seu funcionário teve um impacto imediato na fluidez do trânsito. Na manhã seguinte, por volta das 8h, a reportagem do Jornal Alvoradense constatou que ambas as pistas da Avenida Alberto de Araújo Arruda estavam completamente desobstruídas, permitindo o tráfego normal de veículos. Os restos da árvore, que permaneceram na calçada e no canteiro central, aguardam a remoção por parte das equipes da prefeitura, que enfrentam um desafio logístico para atender às inúmeras ocorrências de quedas de árvores e outros danos pela cidade.

Riscos e Recomendações Oficiais

Apesar da louvável iniciativa dos cidadãos, é fundamental ressaltar que a remoção de árvores caídas, especialmente em vias públicas, deve ser realizada por profissionais especializados. A principal preocupação reside na possibilidade de haver fiações elétricas energizadas próximas aos galhos, o que representa um risco iminente de choque elétrico. Além disso, o manuseio de motosserras e o corte de grandes estruturas vegetais exigem equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados e treinamento específico para evitar acidentes. As autoridades sempre recomendam aguardar a chegada de equipes da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros, que possuem o conhecimento e os recursos necessários para realizar o trabalho com segurança.

O Jornal Alvoradense está em busca de informações junto à Defesa Civil Municipal de Campo Grande para obter um balanço atualizado sobre a quantidade de árvores caídas e as operações de remoção em andamento na cidade, a fim de informar a população sobre o progresso dos trabalhos de recuperação. A tempestade deixou um rastro de destruição, e a colaboração da comunidade, aliada à atuação dos órgãos públicos, é crucial para a rápida normalização da vida urbana.

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