Antiga Rodoviária: Entrega Atrasada para 2027 e Custos Disparam em Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande adiou a conclusão da obra de requalificação da antiga rodoviária para abril de 2027. O motivo principal, conforme a administração municipal, é a necessidade de finalizar a instalação do sistema de climatização, considerada etapa indispensável para os serviços finais do prédio. Este é mais um capítulo na complexa trajetória da obra, que acumula atrasos e questionamentos sobre o planejamento e a execução de um dos projetos mais aguardados para o resgate de um marco histórico da capital.

O Entrave da Climatização

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) explicou que a licitação da climatização sofreu ajustes administrativos. A empresa TMAC Engenharia Ltda. foi declarada vencedora em 15 de maio, com proposta de R$ 2.046.980,67. Após a contratação e início da instalação do sistema de ar-condicionado, a Sisep prevê mais 60 a 90 dias para o fechamento do forro e a pintura interna do imóvel. Essa sequência de etapas empurra a entrega final da obra para abril do próximo ano. A climatização não é vista apenas como um conforto, mas como um requisito técnico crucial para a funcionalidade e durabilidade do edifício.

Histórico de Custos e Prazos Explosivos

Iniciada em julho de 2022, a obra tinha prazo de 12 meses e custo de R$ 16.598.808,77. Contudo, o cronograma foi várias vezes alterado. O Portal da Transparência aponta 59% de execução e um contrato que subiu de R$ 16,5 milhões para R$ 26.180.010,78 com aditivos, um aumento de quase 60%. A climatização, principal entrave por meses, já foi objeto de licitações anteriores (estimadas em R$ 3,28 milhões). O então secretário Marcelo Miglioli havia admitido que o projeto precisou ser refeito pela complexidade estrutural inesperada, que demandava uma solução mais robusta do que a inicialmente planejada.

Novo Propósito para o Patrimônio

Apesar dos desafios, a revitalização da antiga rodoviária visa recuperar o prédio histórico e dar-lhe uma nova função pública essencial. O espaço abrigará importantes órgãos municipais, como a Fundação Social do Trabalho (Funsat), que oferece serviços vitais à população, e uma base da Guarda Civil Metropolitana. A iniciativa busca, assim, não apenas preservar o patrimônio arquitetônico de Campo Grande, mas também transformá-lo em um polo estratégico para a oferta de serviços públicos e o reforço da segurança urbana na região central da cidade.

A comunidade campo-grandense aguarda a efetiva conclusão desta obra de grande impacto para a cidade. O Jornal Alvoradense continuará acompanhando de perto o desenvolvimento do projeto, mantendo seus leitores informados sobre os progressos e as soluções para os desafios remanescentes.

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