Uma noite de sábado (13) no Jardim Leblon, em Campo Grande, foi palco de um ato de extrema violência que ceifou a vida de Guilherme Soares Gomes Oliveira, 24 anos, conhecido como “Garrafinha”. Câmeras de segurança registraram a perseguição implacável e os disparos em plena Avenida Manoel Joaquim de Moraes, deflagrando pânico entre clientes de uma conveniência lotada. Além da execução, um jovem de 28 anos, que apenas comprava água, foi atingido, evidenciando a brutalidade indiscriminada do ataque.
A Dinâmica do Pânico e da Perseguição Fatal
As imagens são um testemunho chocante: a conveniência, repleta de pessoas, teve sua tranquilidade abruptamente rompida por múltiplos disparos. O terror se espalhou em segundos, com clientes correndo em desespero, buscando refúgio. Em meio ao caos, o rapaz de 28 anos foi ferido na coxa. Em seguida, Guilherme “Garrafinha”, de casaco branco, é visto correndo pela avenida, perseguido pelo atirador que mantinha a sequência de tiros. Embora os dois sumissem do campo de visão, os estampidos continuavam ecoando à distância.
A Execução Pós-Perseguição
Conforme o boletim de ocorrência, a perseguição culminou a poucos metros dali, em frente a outra conveniência, onde Guilherme caiu. O atirador, que chegou ao local em uma picape Saveiro preta e estava de capacete com viseira fechada, aproximou-se e efetuou novos disparos à queima-roupa contra a vítima já caída. O óbito de Guilherme foi constatado no local por volta das 21h20 pelo médico da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) do Corpo de Bombeiros.
O Inocente Atingido e o Resgate
O jovem de 28 anos, ferido enquanto tentava escapar da saraivada de balas, descreveu a forte dor na coxa que sentiu ao ser atingido. Ele foi prontamente socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado à Santa Casa para tratamento. Sua presença casual no local para uma simples compra o transformou em uma vítima colateral da violência, um relato doloroso do risco enfrentado pelos cidadãos comuns.
Investigação: Pistas e Motivação
A cena do crime foi imediatamente isolada por equipes do Batalhão de Choque, Polícia Militar, Perícia Técnica e do Grupo de Operações Investigativas (GOI). Durante os trabalhos, nove cápsulas deflagradas de arma de fogo de uso restrito ou proibido foram recolhidas, indicando o armamento pesado utilizado. O pai de Guilherme, presente no local, declarou não ter informações sobre possíveis desavenças ou a identidade do atirador. Contudo, a fuga do criminoso com uma mulher e uma postagem enigmática em redes sociais por um conhecido da vítima — a frase “Vida se paga com vida” — surgem como pistas cruciais, apontando para um possível acerto de contas. As autoridades continuam a busca por respostas e pelos responsáveis por este crime brutal que abalou Campo Grande.
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